Inovação como competência estratégica de TI

No cenário atual dos negócios, de altíssima competitividade e agressividade, e também inserido em momentos de crise, é crucial que as empresas sejam mais eficientes, enxutas, com processos de negócios de melhor qualidade operacional. É esta eficiência e qualidade que representarão um importante diferencial competitivo. Neste ambiente não basta, a TI, simplesmente, manter a operação em funcionamento, é necessário uma visão de longo prazo, ou seja, ser o agente capaz de trazer inovações aos processos, serviços e produtos da empresa.

E de qual maneira a TI propõe fazer as inovações no ambiente de negócio? Por diversas vezes ouvimos dizer que inovar em tecnologia significa agregar mais valor ao produto ou serviço oferecido. Mas o que realmente significa agregar valor sem correr o risco de cair em um chavão retórico vazio? Para TI inovar significa, principalmente, buscar uma melhoria dos processos de negócio. Primeiro automatizando atividades e tarefas, e depois permitindo que melhorias sejam feitas já que mecanismos de medição e aferição de qualidade estarão presentes.

As empresas cada vez mais inseridas em uma visão de processos, são descritas como uma grande rede de atividades, cada qual colaborando uma com as outras, a fim de atingir os objetivos de negócios traçados pelo planejamento estratégico. Por isso não interessa em qual ponto de cada processo será inserida uma inovação tecnológica, o que importa é  o objetivo final a ser alcançado. Neste caso com menos custo, mais rapidez e melhor qualidade. Nestes termos a inovação para TI passa a ser o estabelecimento de soluções segundo as oportunidades de negócio.

Esta capacidade e talento para trazer a inovação deve ser feita concomitantemente com um viés de cautela. Os impactos na organização devem ser bem calculados antes que os projetos sejam iniciados. Atualmente devido principalmente a fatores econômicos os riscos inerentes a projetos mal sucedidos devem ser melhor avaliados.

É claro, portanto, que a TI não pode se afastar da operação e suporte da tecnologia instalada. Por outro lado não deve, principalmente em cenários de turbulência, deixar de ser o vetor organizacional por trás das inovações e melhorias dos processos de negócio. Assim, em se tratando deste assunto, é necessário que a TI faca da inovação o foco do seu alinhamento com as funções organizacionais. Em paralelo os gestores de TI devem contribuir com a inovação fornecendo suas perspectivas e aplicando a liderança estratégica da tecnologia.

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